Concluído
Trabalho e saúde no sistema prisional e socioeducativo: pesquisa-intervenção e extensão dialógica entre pesquisadoras e trabalhadoras organizadas (FAPEMIG APQ-03774-22)
O projeto Trabalho e saúde no sistema prisional e socioeducativo: pesquisa-intervenção e extensão dialógica entre pesquisadoras e trabalhadoras organizadas buscou identificar as relações entre os processos de trabalho e a saúde de Auxiliares, Assistentes e Analistas do Sistema Prisional de Minas Gerais. O projeto foi realizado por meio da parceria entre grupos de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (Nec-TraMa e LabTrab) e do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) com o Sindicato dos Servidores Técnicos e Administrativos do Sistema Prisional e Socioeducativo de Minas Gerais (SINDASEP/MG) a partir de um processo metodológico da produção compartilhada de conhecimento.
Este projeto desenvolveu desenho metodológico de pesquisa-intervenção em diálogo teórico e metodológico com as experiências do Movimento Operário Italiano (Oddone et al. 2020) e da atualidade da Pesquisa Participante com trabalhadores/as (Bechara-Maxta (2022); Pina et al. (2021); Noriega and Villegas (1993)) considerando os acúmulos e as formas de composição do conhecimento pelo SINDASEP-MG. O instrumento Grupo de Trabalho em Saúde, composto por pesquisadores e trabalhadores sindicalizados e gestores sindicais, foi constituído na construção coletiva das investigações e intervenções, logo para a constituição da produção compartilhada do conhecimento com a organização e bases sindicais.
Documentário:"Memória SINDASEP-MG: breve relato de igualdade, liberdade e luta"
Um dos produtos resultantes do projeto, foi um mini documentário que traz a história do Sindicato dos Auxiliares, Assistentes e Analistas do Sistema Prisional e Socioeducativo do Estado de Minas Gerais (SINDASEP/MG). São relatos de quem fez e faz parte dessa luta. Confira abaixo essa história:
ENQUETE
A aplicação de um questionário para diagnóstico da saúde foi realizado entre os meses de abril e outubro de 2024.
Clique aqui para ver mais detalhes e os resultados da enquete na íntegra
INVESTIGANDO O QUE NOS ACIDENTA, ADOECE E MATA
Uma análise das condições e das relações de trabalho no sistema prisional.
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SOBRE AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DE AUXILIARES, ANALISTAS, ASSISTENTES E MÉDICOS DA DEFESA SOCIAL EM MINAS GERAIS
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Resultados
PROJETOS EM ANDAMENTO
2025 - Atual
Trabalho e Saúde no Sistema Prisional Brasileiro: a Determinação dos Processos de Adoecimento dos Auxiliares, Assistentes e Analistas (CNPq: 30689520250)
Descrição: Esta proposta tem como objetivo geral analisar as relações entre os processos de trabalho-reprodução e de adoecimento dos auxiliares, assistentes e analistas do sistema prisional brasileiro.
Como objetivos específicos tem-se:
i) Investigar as manifestações de adoecimento físico e psíquico dos trabalhadores e trabalhadoras do sistema prisional brasileiro;
ii) Distinguir, segundo a perspectiva de gênero e raça, os processos de adoecimento;
iii) Perscrutar as condições de trabalho nas unidades prisionais;
iv) Identificar as condições de reprodução da vida dos trabalhadores e trabalhadoras;
v) Analisar as mudanças nas estruturas de carreiras dos auxiliares, assistentes e analistas demandas pela criação do órgão policial penal.
Quatro elementos se destacam na justificação da questão norteadora desta pesquisa:
i) O reduzido conhecimento científico acumulado sobre as condições de saúde dos auxiliares, assistentes e analistas do sistema prisional;
ii) O reconhecimento do estado de inconstitucionalidade do sistema prisional brasileio pelo Superior Tribunal Federal (ADPF347, STF, 2023);
iii) A implementação do Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões Brasileiras, ou tão somente, o Plano Pena Justa (PPJ, 2024) a ser realizado até o ano de 2028;
iv) A reestruturação na carreira dos trabalhadores da Defesa Social imposta pela criação constitucional do órgão Policia Penal (EC104, 2019).
Integrantes
Deise Luiza da Silva Ferraz -CoordenadoraCarolina de Souza Walger - Integrante
Cássia Gabriela Wotekoski -Integrante
Kalil Dias Lauar - Integrante
Ludymilla Moreira Morais - Integrante
Paula Moura Fernandes - Integrante
Rodrigo Vieira Ferreira - Integrante
Tayná Fernandes da Silva - Integrante
Carlos Eduardo Prates Fonseca - Integrante
Luiza Cattoni Carvalho Pinto - Integrante
Karla Cristina da Silva - Integrante
Este projeto tem como base onto-epistêmica o materialismo histórico e orientação metodológica da produção compartilhada do conhecimento a partir das contribuições do Movimento Operário Italiano (MOI). A realização de uma enquete de amplitude nacional sobre saúde-trabalho, a realização de entrevistas em profundidade e a análise documental serão as técnicas utilizadas pela comunidade ampliada de pesquisa para a realização do projeto. A comunidade ampliada de pesquisa envolve a formação de um grupo de trabalho formado por cientistas e trabalhadores envolvidos com o objeto investigado conforme preceitos do Movimento Operário Italiano. A teoria da Determinação social da Saúde (Laurell, 1982; 1989; Laurell; Márquez, 1983;Laurell; Noriega, 1989; Ferraz; Bechara-Maxta, 2022), as categorias marxianas (Marx, 2011; 2013) e a Teoria da Reprodução Social (Vogel, 2022, Moraes; Roncato; Borrego, 2023; Souza; Ferraz, 2023) embasam o estudo. Espera-se, como resultado a produção de conteúdos para atividades de formação sobre saúde-trabalho no sistema prisional, produção de conhecimento que embase políticas de administração de pessoal no serviço público para a prevenção ao adoecimento, consolidação da relação entre universidade e trabalhadores organizados e avanços teóricos sobre os elementos de determinação dos processos de adoecimento presentes no processo de trabalho no sistema prisional e das condições de reprodução da força de trabalho..
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Graduação: (1) / Doutorado: (1) .
2024 - Atual
As lutas operárias na determinação do desgaste e reprodução da força de trabalho na ordem do capital: construção compartilhada do conhecimento sobre trabalho e saúde com operários da mineração e siderurgia em Minas Gerais (FAPEMIG: APQ-02841-24)
Descrição: A classe trabalhadora organizada manifesta preocupação sobre o processo saúde-doença no trabalho nos limites da reprodução da sua força de trabalho no curso das relações sociais capitalistas. São permanentes os movimentos operários de compreensão e de resistência-enfrentamento ao desgaste da sua força de trabalho e à defesa de direitos no intuito de mitigar os impactos dos processos de produção e circulação de mercadorias sobre as suas condições gerais e particulares de saúde e de vida.
Este projeto assume as lutas operárias como objeto de estudo e de necessária composição da Saúde do Trabalhador. É objetivo da pesquisa apreender as lutas operárias pela saúde no processo de desgaste-reprodução da força de trabalho da produção mineral-siderúrgica em cidades de Minas Gerais. Para tanto, orienta caracterizar o processo de produção material para identificar, nas formas desta realidade, as manifestações gerais do desgaste operário e da reprodução da sua força de trabalho. Desse ponto, compreende-se as formas de resistências e enfrentamentos operários sobre as manifestações do desgaste da força de trabalho e sobre os limites da sua reprodução na região.
A investigação assume o método materialista histórico e dialético para a produção compartilhada do conhecimento. A abordagem da investigação assume pesquisa participante, de caráter qualitativa e quantitativa, utilizando pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo por meio de formação de grupos de investigação em saúde compostos por pesquisadores, operários, diretores sindicais e representação popular que utilizarão da observação participante, enquetes operárias e entrevistas semi-estruturadas como instrumentos de pesquisa com análise de conteúdo. Adicionalmente, a pesquisa utilizará de instrumentos digitais para coleta, tratamento/análise temática e descritiva de dados com armazenamento em servidores institucionais.
Projeto adepto a Ciência Aberta.
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Integrantes
Bruno Souza Bechara Maxta - Coordenador Deise Luiza da Silva Ferraz - Integrante Rodrigo Lamêgo Ferreira Irrthum - Integrante
Luiz Henrique de Lacerda - Integrante William Davidson Daniel de Souza - Integrante
Laura Martins Marques - Integrante.
2014 - Atual
A relação capital-trabalho no século XXI e a Classe Trabalhadora
Descrição: Este projeto desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Críticos Trabalho e Marxologia investiga as particularidades do movimento do capital determinadas pelo desenvolvimento das forças produtivas e seus desdobramentos sobre a classe trabalhadora. A consecução desse objetivo necessita da apreensão da sociabilidade do capital no século XXI em sua totalidade, para tanto, alguns fenômenos serão (estão e foram) lastreados, conforme os seguintes objetivos específicos:
i) o desenvolvimento dos meios de trabalho cuja base material está assentada no conhecimento e nas tecnologias da informática e da neurociência;
ii) as particularidades do processo de trabalho nas metamorfoses do valor no processo de valorização - a saber, capital produtivo, capital comercial - decorrentes do desenvolvimento dos meios de trabalho;
iii) a produção de consciências parciais sobre o real e a reprodução do ideário capitalista nas distintas instâncias ideológicas;
iv) os desdobramentos das particularidades da relação capital-trabalho sobre a classe trabalhadora e sobre a luta de classes.
Para cada um desses fenômenos, subprojetos de pesquisa estão sendo desenvolvidos pelos integrantes do grupo, todos seguindo o método materialismo histórico para a reprodução do concreto real em concreto pensado. De forma específica, entre os anos de 2014-2025, os estudos centram-se na apreensão dos seguintes aspectos concretos:
a) as alterações nas relações de trabalho decorrentes da expansão do uso de smartphones e de processos de controle algorítmico do trabalho buscam apreender o que comumente chama-se de uberização do trabalho, empreendedorismo e prosumption, alterações que transmutam diferentes tipos de trabalho em trabalho produtivo, improdutivo e reprodutivo conforme sua submissão ao processo de valorização, implicando em intensificação do trabalho e adoecimento físico e mental das e dos trabalhadores bem como em alterações nas lutas sociais, em particular das mulheres, em uma sociedade de classes;
b) no desenvolvimento de um complexo setor financeiro que ao comercializar dinheiro e capital estabelece as condições necessárias ao movimento do valor entre os setores produtivos legais e ilegais da economia garantindo o processo de valorização e expansão do capital bem como a expansão do trabalho análogo à escravidão - ou escravidão moderna, em alguns casos, instituídos pelo próprio estado burguês;
c) a produção e reprodução de consciências parciais sobre a realidade imediata, obstaculizando a formação de uma consciência de classe operada por práticas educacionais (escolarização e crítica à produção do conhecimento científico), religiosas (em especial a expansão de igrejas de cariz neopentecostais) e culturais; d) as descobertas e invenções da ciência, sobretudo no campo da neurociência, e suas potencialidades no sentido de afirmação e negação do processo de humanização da humanidade, em suma, o movimento tendencial do capital de apropriar-se dessas descobertas para sua autovalorização e as lutas de classes necessárias para frear esse movimento e produzir o avanço no processo de emancipação humana.
Integrantes
Deise Luiza da Silva Ferraz -Coordenadora
Bruno Souza Bechara-Maxta - Vice-Coordenador
Jefferso Vieira de Góes - Integrante
Marília Duarte de Souza - Integrante
David Silva Franco - Integrante
Cleverson Ramom Carvalho Silva -Integrante
Laura Martins Marques - Integrante
Rodrigo Lamêgo Ferreira Irrthum - Integrante
Rossi Henrique Soares Chaves - Integrante
Nathália Reis - Integrante
Bárbara Biondini - Integrante
Rodrigo Vieira Ferreira - Integrante
Tayná Fernandes da Silva - Integrante
Kalil Dias Lauar - Integrante
Nicole Martins - Integrante
Karoline Kelly Costa Oliveira - Integrante
Anaís Rodrigues Somarriba - Integrante
Jefferson Vieira de Góes - Integrante
Maria Clara Fernandes de Paula Cortezzi -Integrante
Ludymilla Moreira Morais - Integrante
Vitor Nascimento Ferreira da Silva -Integrante
2026 - Atual
Participação social de mulheres em resistência à mineração: extensão e pesquisa na defesa da saúde em Antônio Pereira, MG (CNPq 449091/2025-2)
O Distrito de Antônio Pereira tem sido considerado como área de sacrifício ou território vítima da produção mineral na região do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais (MG). Neste contexto, são significativos os movimentos sociais que se articulam para a participação nos espaços de controle social dos setores públicos municipais e estaduais presentes no distrito em resistência à expansão produtiva das empresas mineradoras na região. Entre as organizações populares atuantes em Antônio Pereira, sobressaem-se o coletivo de Mulheres Guerreiras organização popular-comunitária de mulheres atingidas, direta ou indiretamente pela mineração, que protagonizam a luta por justiça socioambiental e por um novo modelo de mineração e a Frente Mineira de Luta das Atingidas e dos Atingidos pela Mineração (FLAMa) que atua não apenas no distrito, mas também em todo o Quadrilátero Ferrífero e em comunidades quilombolas e tradicionais em uma intrínseca relação com Universidades e Assessorias Técnicas atuantes com as comunidades dos territórios de mineração.
Neste contexto, o projeto de pesquisa e extensão orienta fortalecer os processos de participação social de mulheres no território de Antônio Pereira sob a perspectiva crítica e propositiva nos espaços institucionais de luta social. Ademais, as atividades buscam fortalecer a formação política e a atuação das mulheres atingidas pela mineração por meio da articulação entre extensão, pesquisa e ensino, integrando universidade, movimentos sociais e redes territoriais para produzir, sistematizar e divulgar conhecimentos sobre mineração, saúde e reprodução social.
Projeto adepto a Ciência Aberta.
Integrantes
Bruno Bechara Maxta - Coordenador
Deise Luiza da Silva Ferraz - Integrante
Marília Duarte de Souza - Integrante.
Jefferso Vieira de Góes - Integrante
Laura Martins Marques - Integrante
Karoline Kelly Costa Oliveira - Integrante
Anaís Rodrigues Somarriba - Integrante
Maria Clara Fernandes de Paula Cortezzi -Integrante
Vitor Nascimento Ferreira da Silva -Integrante
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